terça-feira, 6 de junho de 2017

Dois dos melhores discos que ouvirei em 2017 foram gravados por Marc Ribot no início dos anos 1990


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Capa do álbum  Requiem for What's His Name, segundo trabalho do guitarrista norte-americano Marc Ribot, que, ao lado do disco de estreia, Rootless Cosmopolitans, serão dois dos melhores discos que ouvirei em 2017. 

Início da década de 1990. Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains e Soundgarden conquistavam o planeta. Era o auge do chamado grunge rock, vertente do rock alternativo que surgiu no final da década de 1980, notadamente na cidade de Seattleno estado de Washington (EUA). 

Confesso que despertei mais para o rock internacional na virada da década de 1980 para a de 1990, principalmente através do rádio (89 FM, a rádio rock) e da TV, via MTV Brasil, que tocava "Smells like teen spirit" (Nirvana), "Alive" (Pearl Jam), "Man in the box" (Alice In Chains) e "Jesus Christ Pose" (Soundgarden) sem parar. Até então, minha formação musical vinha da MPB que meu pai ouvia (principalmente Chico Buarque), do rock nacional (Titãs, Plebe Rude, Ira) e do rap (Public Enemy, Run DMC, Grandmaster Flash, De La Soul, Boogie Down Productions).  

Também no início da década de 1990, Marc Ribot, compositor e guitarrista norte-americano, sem muito alarde, gravou e lançou dois dos melhores discos que ouvirei em 2017: Rootless Cosmopolitans (Antilles, 1990) e Requiem for What's His Name (Les Disques du Crépuscule, 1992). 


Nesses dois primeiros trabalhos autorais, encontramos um amálgama dos estilos sonoros por onde passeia Ribot: no wave, rock, experimental, free jazz e música de vanguarda.

Na verdade, já havia ouvido Ribot, mas não tinha consciência disso. Ele tocou em dois dos discos que mais ouvi de Tom Waits: Rain Dogs (1985) e Mule Variations (1999). Ribot também colaborou em outros discos de Tom Waits: Franks Wild Years(1987), Big Time (1988)Real Gone (2004), Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards (2006) e Bad as Me (2011). Muitos críticos destacam a contribuição de Ribot à direção estética seguida por Waits. 

Além do seu compatriota, Ribot tocou e gravou com muita gente boa, da velha guarda aos mais modernosos: Caetano Veloso, Elton JohnElvis Costello, Marianne FaithfullArto LindsayMike PattonMedeski, Martin and WoodCibo MattoThe Black Keys e John Zorn, compositor, arranjador, produtor, saxofonista e multi-instrumentista, para o qual dedicaremos uma publicação mais na frente. 


Rootless Cosmopolitans é o álbum de estreia de Marc Ribot, lançado pela Island Records, em 1990. Participaram das gravações: 
  • Marc Ribot – guitars, harmonica, vocal
  • Don Byron (2, 4, 6, 7, 10, 11, 12) – bass clarinet, clarinet, turkey calls
  • Anthony Coleman (2, 3, 4, 7, 10, 11, 12) – keyboards, piano, organ, sampler
  • Melvin Gibbs (2, 3, 6) – bass, guitar
  • Richie Schwarz (2, 3, 4, 5, 7, 8, 10, 11, 12) – drums, sampled percussion
  • Michael Blair (3, 5) – drums, backwards vocal
  • Ralph Carney (3) – sona
  • Arto Lindsay (3, 8) – guitar
  • Brad Jones (4, 5, 7, 8, 10, 11, 12) – bass, guitar on (11)
  • Curtis Fowlkes (5, 10) – trombone
  • Roy Nathanson (5, 8, 10, 12) – saxophone
  • David Sardi (10) – guitar

Faixas:


1. "I Should Care" (Sammy Cahn, Axel Stordahl, Paul Weston) – 1:17

2. Shortly After Takeoff" (Marc Ribot) – 4:14



3. The Wind Cries Mary" (Jimi Hendrix) – 5:01



4. "Friendly Ghosts" (Ribot) – 5:20

5. "The Cocktail Party" (Brad Jones, Ribot, Richie Schwarz) – 4:5



6. "New Sad" (Ribot) – 3:0



7. A Mind Is a Terrible Thing to Waste (Ribot) – 1:13

8. "Beak Lunch Manifesto" (Jones, Ribot) – 6:31


9. "While My Guitar Gently Weeps" (George Harrison) – 1:57



10. "Nature Abhors a Vacuum Cleaner" (Ribot) – 4:31

11. "Mood Indigo" (Barney Bigard, Duke Ellington, Irving Mills) – 4:40

12. "Have a Nice Day" (Ribot) – 3:43

Requiem for What's His Name é o segundo álbum de Marc Ribot & The Rootless Comopolitans. Foi lançado pelo selo belga Les Disques du Crepuscule, em 1992. O álbum foi gravado em New York, menos "Commit a Crime",  gravada ao vivo no Desi Stadtteilzentrum, em Nuremberg, Alemanha. Participaram das gravações:



  • Marc Ribot – guitars, vocals, E-flat horn, piano, drum sequencing
  • Wilbo Wright (1, 2, 7–8, 11, 13) – detuned guitar (on (1)), bass
  • Roy Nathanson (1, 2, 4, 6, 9, 13, 15) – soprano, chermia, alto, tenor
  • Ralph Carney (1–4, 6–9, 11–12, 14) – alto, sona, tenor, clarinet, assorted duck calls
  • Anthony Coleman (1–3, 6–8, 10–14) – pump organ, sampler, piano, organ
  • Simeon Cain (1–4, 6–9, 11, 13, 15) – drums, percussion, drum overdubs
  • Syd Straw (3, 10) – background vocals, vocals
  • Zeena Parkins (6) – electric harp
  • Brad Jones (6, 15) – bass
  • Greg Jones (12, 14) – bass
  • Rock Savage (12, 14) – drums
  • J.D. Parran (15) – clarinet

FAIXAS



  1. "Requiem for What's His Name" – 4:29
  2. "Disposable Head" – 2:50
  3. "Clever White Youths" – 4:30
  4. "First Time Every Time" – 2:01
  5. "Motherless Child" (Anonymous) – 1:06
  6. "New" – 4:18
  7. "Reveille" – 1:08
  8. "Lamonte's Nightmare" (Anthony Coleman) – 5:56
  9. "March" – 2:00
  10. "Pony" (Ribot, Coleman) – 2:14
  11. "Yo, I Killed Your God" – 2:39
  12. "Commit A Crime" (Chester Burnett) – 3:19
  13. "Caravan" (Juan TizolDuke EllingtonIrving Mills) – 3:48
  14. "Blues" – 3:11
  15. "1 Adolph 12" (Ribot, Jones) – 6:57